O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) utilizou as redes sociais, nesta terça-feira (21/7), para reafirmar a defesa da soberania brasileira, em um momento de tensão comercial às vésperas da entrada em vigor de uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros imposta pelos Estados Unidos.
“Hoje nada é mais sagrado do que a defesa da soberania nacional. Precisamos fazer com que o povo brasileiro sinta orgulho. Aqui nós erramos por nós. Acertamos por nós. E aqui ninguém diz o que vamos fazer. O Brasil não se entrega”, declarou o petista em sua publicação.
A medida norte-americana, que começa a valer nesta quarta-feira (22/7), afetará cerca de 18% das exportações brasileiras para os EUA, totalizando US$ 7,4 bilhões. O impacto atinge diversos setores da economia, e o governo brasileiro já iniciou um movimento para mitigar os efeitos.
Governo articula resposta e auxílio aos setores
Nesta terça, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e uma equipe de ministros se reúnem com representantes dos segmentos empresariais mais afetados para discutir soluções. A estratégia do governo inclui um pacote de medidas para socorrer as empresas atingidas pela sobretaxa.
Exceções e justificativa americana
Apesar da taxação ampla, os EUA concederam exceções para produtos considerados essenciais para sua cadeia de consumo, com o objetivo de conter a inflação interna. Itens como café, carne bovina, peixe, terras-raras e laranja ficarão de fora da nova lista de tarifas, ao contrário do que ocorreu em medidas anteriores.
A nova tarifa de 25% foi embasada em uma investigação do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) ao abrigo da Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O órgão alega que o Brasil adota práticas “desleais, discriminatórias e irrazoáveis”, que criam barreiras ao comércio e prejudicam empresas norte-americanas.
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