O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta quarta-feira (7), que a declaração sobre querer “mudar a Constituição para redemocratizar o país” se refere a propostas que pretende defender caso seja eleito, entre elas a redução da maioridade penal, mudanças no Judiciário e o fim da reeleição.
“Vocês acham que o Brasil está numa democracia plena? Não. A gente tem que respeitar a política, tem várias PECs [propostas de emenda à Constituição] que são possíveis”, afirmou.
Flávio disse ser favorável à redução da maioridade penal e afirmou que a medida precisaria ser aprovada por meio de uma PEC. Ele também defendeu alterações em pontos da reforma tributária e uma reforma no Judiciário.
“Tem que haver, sim, uma reforma no Judiciário. Eu sou a favor da redução da maioridade penal há bastante tempo, tem que ser feito por PEC. Tem pontos da reforma tributária que têm que ser alterados por PEC. E o fim da reeleição”, declarou.
Segundo o candidato, seu eventual governo seria marcado por “estabilidade”, “paz”, “segurança jurídica” e “respeito à Constituição”.
“Comigo não vai ter isso, vai ter estabilidade, vai ter paz para todo mundo trabalhar, vai ter segurança jurídica, respeito à Constituição. Vai ser o normal. O Brasil tem que voltar ao normal”, afirmou.
Tom mais moderado?
Questionado pela imprensa nesta quarta-feira (7) sobre o que quis dizer ao afirmar que pretende “mudar a Constituição”, Flávio adotou um tom mais moderado e reforçou que pretende respeitar a Constituição e as instituições.
O candidato também buscou afastar a possibilidade de que eventuais mudanças sejam conduzidas de forma autoritária.
“Comigo vai ser sempre com ponderação, com respeito à política e honrando e respeitando cada segmento da sociedade aqui representado nesses parlamentares, não só os deputados estaduais e federais que estão aqui, mas os governadores, as candidatas ao governo que estão concorrendo ainda, os senadores”, afirmou.
Declaração anterior
Na terça-feira (6), durante uma viagem a Goiânia, Flávio havia afirmado que, se eleito, pretende utilizar uma eventual maioria no Congresso, conquistada nas eleições, para “mudar a Constituição” e “redemocratizar o país”.
Na ocasião, porém, ele não havia detalhado quais dispositivos pretendia alterar. A declaração foi feita ao lado do candidato derrotado no primeiro turno, Ronaldo Caiado (PSD), que anunciou apoio à candidatura de Flávio.
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