Dos EUA até a França: imprensa internacional repercute reeleição de Lula

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Às 21h09 o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decretou oficialmente a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com mais de 51% dos votos válidos, contra cerca de 48% de Flávio Bolsonaro (PL). Na imprensa internacional, diversas publicações repercutiram a vitória do petista, que chega a seu quarto mandato na presidência da república.

Veja algumas das manchetes

O jornal americano ‘The New York Times’ publicou a vitória de Lula, com o título de “Brasil reelege Lula, rejeitando o filho de seu antecessor”, em alusão ao ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio. No periódico britânico ‘The Guardian”, a vitória de Lula também foi registrada na página principal. A capa registra que “Lula derrotou Bolsonaro”.

O francês ‘Le Monde’ foi outro jornal de alta relevância internacional que fez publicações sobre a eleição de Lula. Na manchete, o registro não esqueceu de reiterar a “eleição caótica” vivida pelos brasileiros, em referência aos problemas gerados pela prorrogação do horário de votação. Já o Washington Post afirmou que a reeleição interrompe a guinada à direita na América Latina.

A agência britânica Reuters chamou atenção para dois feitos inéditos: a conquista do quarto mandato e a primeira vez que um candidato vence o segundo turno depois de perder no primeiro. A agência francesa AFP destacou que a vitória contrariou as pesquisas e ressaltou a recusa de Flávio Bolsonaro em reconhecer o resultado.

Na Inglaterra, a BBC Londres também classificou a virada como histórica, enquanto o Financial Times avaliou que a vitória representa um golpe nos planos de Trump de ampliar a influência americana na região. Na Argentina, o Clarín descreveu a eleição como uma reviravolta dramática e destacou o silêncio do presidente Javier Milei, aliado de Flávio Bolsonaro.

O jornal afirmou que o resultado cria um desafio diplomático para Buenos Aires, já que o Brasil é um dos principais parceiros comerciais da Argentina. Outro ponto de destaque na cobertura internacional foi a prorrogação da votação por duas horas, determinada pelo Supremo Tribunal Federal.

A decisão foi questionada por Flávio Bolsonaro, que anunciou que vai pedir a anulação das eleições, embora a própria campanha do senador também tivesse solicitado a ampliação do horário em regiões afetadas pelas chuvas.

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