A médica Marilene Maia Rios foi afastada temporariamente da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) José Rodrigues, localizada na zona norte de Manaus, após ser denunciada por supostamente se recusar a dar continuidade ao atendimento de uma paciente que declarou ter votado no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O caso veio a público após a professora Helma Sampaio relatar que teria sido alvo de constrangimento e de uma discussão política durante uma consulta na unidade de saúde. Segundo a denunciante, o episódio ocorreu na segunda-feira (26), quando procurou atendimento devido a alterações na pressão arterial.
De acordo com o relato da professora, a conversa tomou outro rumo depois que ela revelou seu voto em Lula. A paciente afirma que, a partir daquele momento, houve uma discussão e a médica teria deixado de dar continuidade à consulta.
Após o episódio, Helma relatou ter procurado os meios legais para registrar a ocorrência. Outros profissionais da unidade teriam prestado auxílio e encaminhado a paciente para atendimento com outra médica.
SES-AM determina afastamento temporário
A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) informou que Marilene Maia Rios será afastada temporariamente de suas funções até que os fatos sejam apurados e sua conduta seja avaliada.
Segundo as informações divulgadas, a secretaria ressaltou que o atendimento na rede pública deve respeitar princípios éticos, além da dignidade e do respeito aos pacientes, independentemente de suas convicções políticas.
A apuração deverá esclarecer as circunstâncias do episódio e verificar os fatos relatados pela paciente. Até o momento, não há conclusão definitiva divulgada sobre a denúncia, e não foi localizada uma manifestação pública da médica sobre as acusações.
O caso reacende o debate sobre o respeito aos pacientes e a imparcialidade no atendimento em unidades públicas de saúde, onde diferenças políticas não devem interferir na assistência prestada à população.
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