Caso Master: Flávio Bolsonaro admite que visitou Daniel Vorcaro após banqueiro sair da prisão
O senador e pré-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), admitiu nesta terça-feira (19) que visitou o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, após a primeira prisão, em novembro do ano passado. Ele passou onze dias preso por envolvimento na fraude bilionária descoberta pela Polícia Federal.
Na semana passada, uma apuração do site The Intercept Brasil revelou que Flávio Bolsonaro fez diversas cobranças a Vorcaro para pagar parcelas de um investimento de R$ 134 milhões em um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas que apenas R$ 61 milhões foram efetivamente pagos. Naquele dia, ele chegou a negar qualquer diálogo com o banqueiro, mas depois confirmou a negociação afirmando se tratar de um investimento com base legal em contrato.

“Nesse momento é que nós vimos ali uma virada de chave, entendemos melhor que a situação era muito mais grave. Em função disso, eu estive com ele mais uma vez após esse evento que ele passou a usar monitoramento eletrônico (tornozeleira) e não podia sair da cidade de São Paulo. Eu fui sim ao encontro dele para botar um ponto final nessa história”, afirmou a jornalistas, no começo da tarde.
A revelação ocorreu em meio a uma reunião com dirigentes do PL para Flávio Bolsonaro explicar a relação que tinha com Vorcaro e sobre como fica sua pré-candidatura à presidência da República com o caso. O senador afirmou que decidiu colocar um “ponto final” na parceria com o banqueiro para poder procurar outros investidores para concluir o filme sobre o pai.
“Foi uma grande dificuldade neste momento, arrumar outros investidores que pudessem concluir esse filme”, completou.
Mais recentemente, Flávio Bolsonaro afirmou que pediria à produtora do filme uma prestação de contas para mostrar que o dinheiro repassado por Vorcaro através de um fundo de investimentos foi totalmente utilizado na produção.
O senador defende que tudo não passou de um pedido de dinheiro privado para um “filme privado”, sem qualquer irregularidade e nem uso de dinheiro público.
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