Sob novas sanções dos EUA, Visa e Mastercard interrompem operações em Cuba

Mundo

Suspensão dos serviços das duas maiores bandeiras de cartões agrava isolamento financeiro da ilha e atinge em cheio o turismo, já debilitado.

As empresas Visa e Mastercard suspenderam suas operações em Cuba neste fim de semana, na esteira do endurecimento das sanções impostas pelos Estados Unidos contra o regime cubano. A decisão foi tomada após a instituição financeira responsável pelo processamento das transações das duas bandeiras no país encerrar suas atividades, diante do risco de sofrer retaliações e restrições ao acesso ao sistema bancário e ao mercado norte-americano.

A suspensão agrava ainda mais o cenário econômico da ilha, que enfrenta uma prolongada crise de abastecimento, escassez de energia e falta de divisas — consequências agravadas pela pandemia e por sucessivas rodadas de sanções promovidas pelo governo Donald Trump.

Turismo e investimentos sob pressão

A medida afeta diretamente o turismo, setor vital para as receitas do país. Sem a possibilidade de usar os cartões internacionais mais difundidos no mundo, turistas estrangeiros terão de recorrer exclusivamente ao dinheiro em espécie durante toda a estadia em Cuba. A perda de conveniência ocorre num momento crítico: em 2025, Cuba recebeu apenas 1,8 milhão de visitantes, número bem abaixo dos 4,2 milhões registrados em 2019, antes da pandemia.

Além da saída das operadoras de cartões, redes internacionais de hotéis também anunciaram, nos últimos dias, o encerramento de suas atividades na ilha, evidenciando o crescente isolamento econômico e a dificuldade de atrair investimentos estrangeiros.

Economia em retração

A economia cubana não conseguiu se recuperar dos efeitos da crise sanitária. Em 2020, o PIB encolheu quase 11%; e, três anos depois, voltou a cair 1,9%, aprofundando problemas como a falta de combustíveis, alimentos e itens essenciais. A nova suspensão dos meios de pagamento internacionais promete pressionar ainda mais o frágil sistema financeiro e reduzir o fluxo de turistas, num dos períodos mais delicados das últimas décadas.

Com informações da RED
Ilustração gerada por IA

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