Presidente do PL admite que aliados de Bolsonaro discutiram golpe e não descarta novo plano

Política

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, admitiu nesta quarta-feira (7) que integrantes do governo Jair Bolsonaro discutiram uma tentativa de golpe após a derrota do então presidente para Lula nas eleições de 2022.

“Discutiram de dar o golpe, mas não deram o golpe. E daí?”, afirmou Valdemar durante entrevista ao programa Timeline, da Rádio Gaúcha. Questionado se houve planejamento de uma ruptura institucional, o dirigente respondeu: “Não tenha dúvida”.

Valdemar, porém, minimizou as discussões e afirmou que planejar um golpe não deveria ser considerado crime. “Quanto planejamento você não faz que você vê depois que está errado e você para no meio da ação?”, declarou.

O presidente do PL também foi questionado sobre a possibilidade de uma nova articulação semelhante ocorrer em um eventual governo de Flávio Bolsonaro, candidato do partido à Presidência no segundo turno contra Lula, marcado para 25 de outubro.

“Sei lá. Pode haver planejamento”, respondeu Valdemar, antes de argumentar que as consequências enfrentadas por Jair Bolsonaro desestimulariam uma nova tentativa.

“Olha o Bolsonaro o que está pagando. Você acha que alguém quer fazer isso? Nunca, jamais”, afirmou.

Em outro momento da entrevista, Valdemar disse que Flávio Bolsonaro, caso seja eleito, deverá conceder anistia ao pai e a outros condenados pelos atos de 8 de janeiro. O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão no processo sobre a trama golpista.

As declarações ocorrem durante a campanha para o segundo turno. Flávio Bolsonaro disputa a Presidência com Lula, após terminar o primeiro turno na liderança.

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