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Mais rigor: nova prisão da PM no Amazonas terá fiscalização do MP para evitar privilégios

A nova Unidade Prisional da Polícia Militar do Amazonas (UPPM/AM), inaugurada após a desativação do antigo núcleo prisional da corporação, promete um regime mais rigoroso para os policiais militares detidos. A mudança ocorre em meio a preocupações com as falhas de segurança e privilégios que caracterizaram a antiga estrutura.

A nova unidade, localizada no antigo prédio da Penitenciária Feminina de Manaus, foi implantada após a transferência de mais de 70 policiais militares, que agora estarão sob controle administrativo mais rigoroso. A decisão de desativar o antigo núcleo foi motivada por uma série de problemas, incluindo a fuga de 23 detentos e denúncias de condições inadequadas, como falta de higiene e improvisação em leitos. A desativação formal do antigo espaço ocorreu na última terça-feira (12), conforme anunciado pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM).

O promotor de Justiça Armando Gurgel revelou que a nova unidade foi planejada para ser efetivamente um espaço de regime fechado, com disciplina carcerária e monitoramento contínuo. “Nossa principal preocupação hoje é justamente que o local funcione de forma adequada em termos de disciplina carcerária”, declarou Gurgel, que reforçou a necessidade de severas medidas de controle para evitar que episódios de regalias, como os vividos na antiga unidade, se repitam.

Entre as exigências do MPAM, estão relatórios periódicos sobre o funcionamento da unidade e reuniões constantes entre órgãos de segurança pública para assegurar que as condições de custódia sejam mantidas. O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e a Polícia Militar garante a reavaliação das condições da nova unidade ao longo do tempo.

A nova estrutura, conforme dados da Seap, irá contar com diversas facilidades, incluindo atendimento médico e atividades laborais para os detentos. Gurgel confirmou que o funcionamento da nova UPPM será observado de perto e que o monitoramento poderá se estender por tempo indeterminado.”A depender da situação, vamos continuar demandando outros relatórios”, afirmou.

A transferência dos 71 policiais militares ocorreu sob protestos de familiares e foi coordenada pelo MPAM, em conjunto com a Polícia Militar e a Seap. A operação, denominada Sentinela Maior, sofreu atrasos e resultou em confrontos verbais entre os familiares e a equipe de segurança. Após aproximadamente seis horas de espera, a transferência foi finalmente concluída, com os detentos sendo levados para a nova unidade.

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