Líderes da base governista no Senado esperam que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), convoque uma reunião ainda nesta terça-feira (2) para decidir os rumos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe a extinção da escala de trabalho 6×1. No entanto, há incerteza quanto ao calendário: parte dos parlamentares acredita que Alcolumbre só deve tratar do assunto na próxima semana, após o feriado de Corpus Christi, quando Brasília voltará a concentrar as principais lideranças partidárias.
Enquanto isso, a oposição avança com um texto alternativo — batizado de PEC do Trabalho Flexível — que tenta deslocar o protagonismo do governo Lula em pleno ano eleitoral. Até a noite de segunda-feira (1º), a proposta já contava com 41 assinaturas. Seu principal articulador é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), cuja campanha à Presidência busca reverter a queda nas pesquisas após a divulgação de suas ligações com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco Master.
A PEC da oposição prevê que empregadores e trabalhadores possam firmar acordos individuais para flexibilizar a jornada, respeitando o limite máximo de 44 horas semanais. Caso as partes concordem com uma carga inferior, o valor da hora trabalhada seria proporcional ao salário mínimo ou ao piso da categoria, calculado com base na jornada máxima. As verbas trabalhistas seriam ajustadas proporcionalmente ao tempo trabalhado no mês.
A estratégia de Flávio Bolsonaro é colocar-se no centro do debate como defensor da “autonomia do trabalhador” — uma tentativa de atrair tanto trabalhadores autônomos quanto aqueles que pedem maior flexibilidade nas relações de trabalho. Até o momento, a PEC alternativa não tem relatoria definida no Senado.
What do you feel about this post?
Like
Love
Happy
Haha
Sad
