Após 40 anos, a Argentina e Inglaterra entram em campo nesta quarta-feira (15), às 16h, em Atlanta nos Estados Unidos, para a definir o segundo finalista da Copa do Mundo de 2026. A promessa é de um jogo marcado por rivalidade dentro e fora dos gramados. Depois de bater na trave em 1990 e 2018, a Inglaterra está novamente a um passo de jogar sua segunda final de Copa do Mundo.
No mata-mata, os comandados de Thomas Tuchel demonstraram enorme resiliência ao virar o placar contra a República Democrática do Congo na fase de 16-avos de final e, depois, precisaram de muita garra jogando com um homem a menos para superar o México, um dos anfitriões, nas oitavas de final.
Os “Three Lions” exibiram a mesma força nas quartas de final, virando o placar para vencer a Noruega por 2 a 1, graças a mais dois gols de Jude Bellingham.
Já a Argentina chega com Lionel Messi mais uma vez sendo o destaque da equipe. No primeiro jogo, o camisa 10 marcou um hat-trick na vitória por 3 a 0 contra a Argélia, se tornando o maior artilheiro da história das Copas. Ele logo assumiu a liderança isolada dessa marca com mais gols nas vitórias sobre Áustria e Jordânia, além de balançar as redes em dois jogos eletrizantes — ambos vencidos por 3 a 2 — contra Cabo Verde, na fase de 16-avos de final após a prorrogação, e na virada sobre o Egito, nas oitavas de final.
A equipe de Lionel Scaloni precisou novamente de 120 minutos para chegar a esta semifinal, com Julián Álvarez e Lautaro Martínez marcando na prorrogação para garantir o triunfo por 3 a 1 sobre a Suíça nas quartas de final.
A rivalidade entre as equipes começou em 1966, quando os ingleses eliminaram a Argentina em um jogo em que Geoff Hurst, autor do gol, balançou as redes em posição de impedimento. Em 1982, a rivalidade saiu dos gramados com a Guerra das Malvinas. O confronto durou 74 dias, com a morte de 649 militares argentinos e 255 britânicos.
Quatro anos depois, a Argentina conseguiu sua revanche ao eliminar a Inglaterra. Foi na Copa de 1986 contra os ingleses que Diego Maradona anotou o seu famoso gol de mão. Na sequência, o craque argentino anotou o chamado “Gol do Século” após arrancar do meio-campo e driblar toda a defesa inglesa.
A batalha entre as duas seleções ganhou um novo capítulo 12 anos depois, nas oitavas-de-final na Copa do Mundo de 1998. O jogo estava empatado em dois a dois, até o segundo tempo, quando o David Beckham recebeu um cartão vermelho após uma falta contra Diego Simeone. O jogo seguiu para os pênaltis, com vitória de 4 a 3 para a Argentina. Beckham ficou marcado por esse episódio e declarou ter recebido ameaças que o culpavam pela derrota, na época.
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