Gasolina sobe para R$ 7,29 em Manaus sem reajuste da refinaria; motoristas se revoltam

Economia

Os motoristas de Manaus foram surpreendidos, mais uma vez, com um aumento no preço da gasolina em parte dos postos de combustíveis da capital. O litro do combustível, que era comercializado a R$ 6,99, passou a custar R$ 7,29 em alguns estabelecimentos, representando um reajuste de R$ 0,30 de uma só vez.

Apesar da alta, nem todos os postos adotaram o novo valor. Durante visita a diferentes estabelecimentos da cidade, foi possível constatar que algumas bandeiras continuam vendendo a gasolina por R$ 6,99, evidenciando uma diferença significativa de preços entre empresas que atuam no mesmo mercado.

A Refinaria da Amazônia (Ream) informou que não realizou qualquer reajuste no preço da gasolina, fato que levanta questionamentos sobre os motivos que levaram parte dos postos a aumentar o valor cobrado ao consumidor.

Para quem depende do veículo diariamente, a alternativa tem sido pesquisar preços antes de abastecer. No entanto, essa estratégia nem sempre é suficiente para reduzir os impactos das constantes variações no mercado.

A gerente de vendas Vanessa Tolentino afirma que os consumidores têm enfrentado sucessivos aumentos nos últimos meses e cobra mais transparência sobre a formação dos preços.

“Estamos vendo isso acontecer há vários meses. Alguns postos vendem a R$ 6,99 e outros a R$ 7,29. Como consumidores, nos sentimos prejudicados, porque não entendemos o motivo dessa diferença”, afirmou.

Nos postos visitados, os responsáveis pelos estabelecimentos evitaram comentar o reajuste, alegando não terem autorização para prestar esclarecimentos. Apenas um gerente, que preferiu não se identificar, atribuiu o aumento às tensões geopolíticas envolvendo o Irã e o Estreito de Ormuz, argumentando que os postos com preços menores ainda estariam comercializando combustível adquirido antes da alta.

Entretanto, essa justificativa encontra resistência diante das informações divulgadas em âmbito nacional. O governo federal tem anunciado medidas para reduzir os impactos das oscilações do mercado internacional sobre os preços dos combustíveis no país, enquanto a própria refinaria responsável pelo abastecimento regional afirma não ter promovido reajustes.

Diante desse cenário, consumidores seguem cobrando explicações dos agentes do setor e maior fiscalização dos órgãos competentes para verificar se os reajustes praticados possuem fundamento econômico ou se há distorções que estejam prejudicando a população.

Enquanto não há esclarecimentos oficiais, a recomendação aos motoristas é pesquisar os preços antes de abastecer, já que a diferença entre os postos pode representar uma economia considerável ao longo do mês.

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